Força de Unidade — Uma Viravolta Inesperada
Uma Garota Sofrendo Bullying, Um Medalhão Misterioso, Uma Prestação de Contas Silenciosa
“Você viu as roupas daquela criança?”
“Sim, bem exóticas.”
“Estranhas seria mais apropriado.”
“Tenho uma ideia.”
“Não pode esperar? Suas ideias são sempre tão travessas.”
“Sabe aquele buraco perto do parquinho?”
“Sim.”
“Bem, nós a empurraremos lá dentro.”
“Isso é extremo. Eu nem pensei que você seria capaz de algo tão desagradável.”
“Espere”, rindo. “Eu estou apenas começando.”
“O que você quer dizer?”
“Bem, depois de empurrá-la, jogaremos latas e garrafas plásticas nela.”
“Ah, meu Deus.”
“Ela não conseguirá sair.”
“Exatamente.”
“Estou gostando desse plano. É diabólico.”
“Então talvez ela pare de usar aquela roupa ridícula.”
“Ok, todos dentro?”
“Sim, sim, vamos lá.”
Geeta anda pelo parquinho.
“Ei, você quer jogar bola conosco?”
“Eu? Sério?” responde a jovem de sari.
“Uh, desculpe, não sei seu nome.”
“Eu sou Geeta.”
“Di, di?”
“O que é isso? Di, di? O que, você tem pedrinhas na boca?”
“Geeta.”
“Ok, tanto faz, venha por aqui, por aqui. Podemos brincar com meus amigos aqui.”
“Qual é seu nome mesmo?”
“Quem, eu? Por que?” pergunta o garoto.
“Eu te disse o meu”, ela sorri.
“É Dan”, ele responde, parecendo confuso.
“Ok, meninos, esta é di, di. Desculpe, eu simplesmente não consigo pronunciar seu nome.”
“Não se preocupe, porque você vai para o buraco”, grita outro garoto.
“Ei, parem! O que estão fazendo?”
Timmy, outro garoto, empurra Geeta por trás.
Ela cai no buraco.
Os meninos ficam na borda, atirando latas enferrujadas e garrafas plásticas sujas nela.
“Da próxima vez, di, di, seja lá qual for seu nome, quando pensar em usar essa roupa ridícula, pense duas vezes”, grita Dan.
Geeta é atingida na cabeça por uma garrafa enlameada.
“Eu pensei que você queria ser meu amigo!” murmura Geeta.
“Tome isso”, sibilava Timmy, “e aquilo!”
Uma lata velha arranca sangue da bochecha de Geeta. Outra de sua mão.
“Por que você não volta para de onde veio?”
“Parem, está doendo. Vocês estão me machucando”, grita Geeta.
Geeta se apoia no chão, estremecendo de dor cada vez que é atingida.
De repente, ela vê algo brilhando.
É um colar.
Círculos concêntricos estão gravados em seu centro.
“O que é isso?” ela sussurra para si mesma.
Geeta o coloca.
Imediatamente, ela sente um poder intenso pulsando em suas veias.
Um raio de sol a atinge.
Ela vê um falcão acima.
“Voe”, parece sussurrar.
Geeta se levanta, olhando para cima enquanto garrafas e latas caem sobre ela, olhando diretamente para os valentões lá em cima.
“O que ela está fazendo?” pergunta Dan.
“Oh meu Deus!”
Geeta começa a levitar para fora do buraco.
“Dan”, ela grita, “meu nome é Geeta. G-E-E-T-A. Você ouviu?”
Dan está paralisado de medo.
“Diga.”
“Ge…Gee…Geeta”, ele diz, tropeçando nas palavras.
“Sim, Geeta. Sim, Geeta. Desculpe, Geeta. O que você disser.”
Timmy começa a correr. Todos os meninos o seguem. Ele zigzagueia sem saber para onde ir, então ele corre diretamente para o lago. Todos os meninos mergulham também.
“Olhem para vocês agora, Dan e clã. Olhem para vocês agora.”
“Alguém nos ajude. Há tartarugas mordedoras aqui.”
“Ai, ai.”
“Não, aí não.”
Geeta ri enquanto os meninos lutam para voltar à margem com seus sapatos encharcados.
Geeta percebe suas camisetas e jeans rasgados.
Ela respira fundo, depois outra vez.
“Amanhã, Dan, trarei para você e seus amigos kurtas da minha cultura. Vocês verão que são muito mais confortáveis do que as roupas que vocês usam.”
Os meninos a encaram maravilhados.
Geeta levita de volta ao terreno elevado.
Ela tira o colar, olhando para ele.
“O que é isso?” ela sussurra.
Um homem muçulmano vestido com uma jalabiya branca esvoaçante, usando um medalhão semelhante, aparece por trás de um arbusto.
“É a Força de Unidade, Geeta. Nós somos a Força de Unidade. Lutamos contra o ódio e construímos união em nossas comunidades e no mundo. Eu sou Mohammad.”
Uma bela mulher de quimono sai de trás do arbusto.
“Eu sou Miho.”
“Eu sou Oudou”, diz um homem africano enquanto sai de trás do arbusto com trajes tradicionais do Mali.
“Eu sou Dilyari”, diz uma mulher marcante vestida como uma tártara russa.
“Você está dentro, Geeta? Você se juntará a nós?”
“Eu estou apenas no ensino médio.”
“Sua idade, sua raça, sua religião, sua riqueza, sua persuasão — nada disso importa. Somos todos um”, diz Mohammad.
Geeta olha para seu medalhão, brilhando em sua mão.
Ela o coloca ao redor do pescoço.
“Sim, somos todos um. Eu estarei com vocês.”
A story by Pemba Umoja