De Volta a Mim
O retorno a si
Deixe-me retornar
a mim de novo.
Papel e caneta.
Água.
Chá.
Respira.
Que eu aprenda a
dizer não àquelas
coisas que a dispersam e aos outros. Para firmar-me nas encostas da vida.
Aquele drinque,
aquela sobremesa,
aquele tempo perdido
ao telefone.
aquele orgíaco
frenesi do ego.
O que são essas coisas?
São um assustado,
frágil humano
olhando a vastidão
da vida, tremendo
diante da grandeza
tentando ser algo maior—
enquanto o seu ser é
já eterno
e divino.
Somos todos pedaços
do mosaico
do ser—a
magia da existência.
Todos interligados.
Todos um.
Nada em você
ou em mim ou neles
está separado.
A poem by Pemba Umoja